LATUF ANCORA SEUS POEMAS,
COMO BARCOS FEITOS DE LUZ,
NO MAR DE SAQUAREMA.
MAR IMENSO E SELVAGEM.
OS VENTOS DO COTIDIANO,
COM SUAS ESTRELAS E SONHOS E FLORES
ATRAVESSAM SUA POESIA:
OS POEMAS OSCILAM,
BELOS E OBLÍQUOS,
E NUNCA SE DESNUDAM POR INTEIRO.
HÁ SEMPRE ALGO QUE ESCAPA
A UM PRIMEIRO OLHAR,
COMO O MAR QUE ESCONDE
SUAS CIDADES SUBMERSAS E SEREIAS.
domingo, 2 de agosto de 2009
I AM THE KING OF THIS WORD!
A CADA VEZ QUE DESÇO O MORRO DA CRUZ (MIRANTE QUE PREFIRO CHAMAR DE BELVEDERE) EM SAQUAREMA -, CANTO ABERTA OU INTIMAMENTE: "O DONO DESTA CIDADE SOU EU...".
A CADA VEZ QUE CAMINHO NA PRAIA DE NOSSA VILA, CANTO AOS QUATRO VENTOS: O DONO DESTAS ONDAS SOU EU...
DEFINITIVAMENTE, SOU UM PRETENSIOSO AMANTE!
A CADA VEZ QUE CAMINHO NA PRAIA DE NOSSA VILA, CANTO AOS QUATRO VENTOS: O DONO DESTAS ONDAS SOU EU...
DEFINITIVAMENTE, SOU UM PRETENSIOSO AMANTE!
sábado, 1 de agosto de 2009
ANTÔNIO FRANCISCO ALVES NETO, POETA E IRMÃO NAS MUSAS
AGUAS DE SAQUAREMA
No dia 08 de agosto de 2009 será lançado em grande estilo o livro de poesias do Professor Latuf Isaias Mucci, às 20h, na Casa de Cultura Valmir Ayala, em Saquarema (antigo prédio da Prefeitura).
Latuf, com o seu Águas de Saquarema, presenteia a Cidade título, com versos próprios, singulares, dizendo ser ela a única entre todas que lhe arrebatou por inteiro e definitivo. Como um monge pós-moderno, canoniza num paradoxal enredo a cidade, que transforma em musa, como se somente ela existisse a seus olhos.
Ouvi do Poeta que Àguas de Saquarema “é um gesto de gratidão para com a cidade que o acolheu”, e certamente o eternizará como seu filho do coração.
Conclamo a confraria a participar do evento, que demonstra claramente que a poesia está cada vez mais viva para quem tem o que dizer.
Antonio Francisco Alves Neto
Poeta
Membro da Academia de Letras Rio Cidade Maravilhosa
e da Academia Saquaremense de Letras
No dia 08 de agosto de 2009 será lançado em grande estilo o livro de poesias do Professor Latuf Isaias Mucci, às 20h, na Casa de Cultura Valmir Ayala, em Saquarema (antigo prédio da Prefeitura).
Latuf, com o seu Águas de Saquarema, presenteia a Cidade título, com versos próprios, singulares, dizendo ser ela a única entre todas que lhe arrebatou por inteiro e definitivo. Como um monge pós-moderno, canoniza num paradoxal enredo a cidade, que transforma em musa, como se somente ela existisse a seus olhos.
Ouvi do Poeta que Àguas de Saquarema “é um gesto de gratidão para com a cidade que o acolheu”, e certamente o eternizará como seu filho do coração.
Conclamo a confraria a participar do evento, que demonstra claramente que a poesia está cada vez mais viva para quem tem o que dizer.
Antonio Francisco Alves Neto
Poeta
Membro da Academia de Letras Rio Cidade Maravilhosa
e da Academia Saquaremense de Letras
JORGE LOVISOLO, ESCRITOR ARGENTINO
Querido Latufinho, con sumo placer me gustaría estar presente a propósito del Manifiesto Brasil Literario, pero después del viaje de abril-mayo, los recursos son escasos.Acabo de entrar a tu blog donde se pueden encontrar perlas de la cultura, y veo que estás feliz por la presentación de "Aguas de Saquarema", felicidad que me gustaría compartir acompañándote en ese evento: sé lo que valen nuestras criaturas de la sensibilidad y de la razón.Aún oigo el eco o, mejor, la estampida, de tus poemas leídos en voz alta en casa de Ricardo:No sé por qué, pero en ellos sentía el misterioso rumor de las olas de Saquarema; era como escuchar un mar en sordina en la concha de un caracol. Tus poemas eran extractos oceánicos, pedazos de mar reducidos a tenues abreviaturas. Joseph Conrad -ese entrañable marinero vocacional- habría hecho de tus poemas-caracoles sus audífonos más preciados. Celebrando tu alegría te mando un abrazo con brisa marítima.Jorge
Manifesto por um Brasil literário, Bartolomeu Campos de QueirósJunho de 2009
Manifesto por um Brasil literário
O Instituto C&A, se somando às proposições da Associação Casa Azul – organizadora da Festa Literária Internacional de Paraty -, à Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, ao Instituto Ecofuturo e ao Centro de Cultura Luiz Freire, manifesta sua intenção de concorrer para fazer do País uma sociedade leitora. Reconhecendo o êxito já conferido, nacional e internacionalmente à FLIP, o projeto busca estender às comunidades, atividades mobilizadoras que promovam o exercício da leitura literária.
Reconhecemos como princípio o direito de todos de participarem da produção também literária. No mundo atual, considera-se a alfabetização como um bem e um direito. Isto se deve ao fato de que com a industrialização as profissões exigem que o trabalhador saiba ler. No passado, os ofícios e ocupações eram transmitidos de pai para filho, sem interferência da escola.
Alfabetizar-se, saber ler e escrever tornaram-se hoje condições imprescindíveis à profissionalização e ao emprego. A escola é um espaço necessário para instrumentalizar o sujeito e facilitar seu ingresso no trabalho. Mas pelo avanço das ciências humanas compreende-se como inerente aos homens e mulheres a necessidade de manifestar e dar corpo às suas capacidades inventivas.
Por outro lado, existe um uso não tão pragmático de escrita e leitura. Numa época em que a oralidade perdeu, em parte, sua força, já não nos postamos diante de narrativas que falavam através da ficção de conteúdos sapienciais, éticos, imaginativos.
É no mundo possível da ficção que o homem se encontra realmente livre para pensar, configurar alternativas, deixar agir a fantasia. Na literatura que, liberto do agir prático e da necessidade, o sujeito viaja por outro mundo possível. Sem preconceitos em sua construção, daí sua possibilidade intrínseca de inclusão, a literatura nos acolhe sem ignorar nossa incompletude.
É o que a literatura oferece e abre a todo aquele que deseja entregar-se à fantasia. Democratiza-se assim o poder de criar, imaginar, recriar, romper o limite do provável. Sua fundação reflexiva possibilita ao leitor dobrar-se sobre si mesmo e estabelecer uma prosa entre o real e o idealizado.
A leitura literária é um direito de todos e que ainda não está escrito. O sujeito anseia por conhecimentos e possui a necessidade de estender suas intuições criadoras aos espaços em que convive. Compreendendo a literatura como capaz de abrir um diálogo subjetivo entre o leitor e a obra, entre o vivido e o sonhado, entre o conhecido e o ainda por conhecer; considerando que este diálogo das diferenças – inerente à literatura – nos confirma como redes de relações; reconhecendo que a maleabilidade do pensamento concorre para a construção de novos desafios para a sociedade; afirmando que a literatura, pela sua configuração, acolhe a todos e concorre para o exercício de um pensamento crítico, ágil e inventivo; compreendendo que a metáfora literária abriga as experiências do leitor e não ignora suas singularidades, que as instituições em pauta confirmam como essencial para o País a concretização de tal projeto.
Outorgando a si mesmo o privilégio de idealizar outro cotidiano em liberdade, e movido pela intimidade maior de sua fantasia, um conhecimento mais amplo e diverso do mundo ganha corpo, e se instala no desejo dos homens e mulheres promovendo os indivíduos a sujeitos e responsáveis pela sua própria humanidade. De consumidores passa-se a investidores na artesania do mundo. Por ser assim, persegue-se uma sociedade em que a qualidade da existência humana é buscada como um bem inalienável.
Liberdade, espontaneidade, afetividade e fantasia são elementos que fundam a infância. Tais substâncias são também pertinentes à construção literária. Daí, a literatura ser próxima da criança. Possibilitar aos mais jovens acesso ao texto literário é garantir a presença de tais elementos – que inauguram a vida – como essenciais para o seu crescimento. Nesse sentido é indispensável a presença da literatura em todos os espaços por onde circula a infância. Todas as atividades que têm a literatura como objeto central serão promovidas para fazer do País uma sociedade leitora. O apoio de todos que assim compreendem a função literária, a proposição é indispensável. Se é um projeto literário é também uma ação política por sonhar um País mais digno.
O Instituto C&A, se somando às proposições da Associação Casa Azul – organizadora da Festa Literária Internacional de Paraty -, à Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, ao Instituto Ecofuturo e ao Centro de Cultura Luiz Freire, manifesta sua intenção de concorrer para fazer do País uma sociedade leitora. Reconhecendo o êxito já conferido, nacional e internacionalmente à FLIP, o projeto busca estender às comunidades, atividades mobilizadoras que promovam o exercício da leitura literária.
Reconhecemos como princípio o direito de todos de participarem da produção também literária. No mundo atual, considera-se a alfabetização como um bem e um direito. Isto se deve ao fato de que com a industrialização as profissões exigem que o trabalhador saiba ler. No passado, os ofícios e ocupações eram transmitidos de pai para filho, sem interferência da escola.
Alfabetizar-se, saber ler e escrever tornaram-se hoje condições imprescindíveis à profissionalização e ao emprego. A escola é um espaço necessário para instrumentalizar o sujeito e facilitar seu ingresso no trabalho. Mas pelo avanço das ciências humanas compreende-se como inerente aos homens e mulheres a necessidade de manifestar e dar corpo às suas capacidades inventivas.
Por outro lado, existe um uso não tão pragmático de escrita e leitura. Numa época em que a oralidade perdeu, em parte, sua força, já não nos postamos diante de narrativas que falavam através da ficção de conteúdos sapienciais, éticos, imaginativos.
É no mundo possível da ficção que o homem se encontra realmente livre para pensar, configurar alternativas, deixar agir a fantasia. Na literatura que, liberto do agir prático e da necessidade, o sujeito viaja por outro mundo possível. Sem preconceitos em sua construção, daí sua possibilidade intrínseca de inclusão, a literatura nos acolhe sem ignorar nossa incompletude.
É o que a literatura oferece e abre a todo aquele que deseja entregar-se à fantasia. Democratiza-se assim o poder de criar, imaginar, recriar, romper o limite do provável. Sua fundação reflexiva possibilita ao leitor dobrar-se sobre si mesmo e estabelecer uma prosa entre o real e o idealizado.
A leitura literária é um direito de todos e que ainda não está escrito. O sujeito anseia por conhecimentos e possui a necessidade de estender suas intuições criadoras aos espaços em que convive. Compreendendo a literatura como capaz de abrir um diálogo subjetivo entre o leitor e a obra, entre o vivido e o sonhado, entre o conhecido e o ainda por conhecer; considerando que este diálogo das diferenças – inerente à literatura – nos confirma como redes de relações; reconhecendo que a maleabilidade do pensamento concorre para a construção de novos desafios para a sociedade; afirmando que a literatura, pela sua configuração, acolhe a todos e concorre para o exercício de um pensamento crítico, ágil e inventivo; compreendendo que a metáfora literária abriga as experiências do leitor e não ignora suas singularidades, que as instituições em pauta confirmam como essencial para o País a concretização de tal projeto.
Outorgando a si mesmo o privilégio de idealizar outro cotidiano em liberdade, e movido pela intimidade maior de sua fantasia, um conhecimento mais amplo e diverso do mundo ganha corpo, e se instala no desejo dos homens e mulheres promovendo os indivíduos a sujeitos e responsáveis pela sua própria humanidade. De consumidores passa-se a investidores na artesania do mundo. Por ser assim, persegue-se uma sociedade em que a qualidade da existência humana é buscada como um bem inalienável.
Liberdade, espontaneidade, afetividade e fantasia são elementos que fundam a infância. Tais substâncias são também pertinentes à construção literária. Daí, a literatura ser próxima da criança. Possibilitar aos mais jovens acesso ao texto literário é garantir a presença de tais elementos – que inauguram a vida – como essenciais para o seu crescimento. Nesse sentido é indispensável a presença da literatura em todos os espaços por onde circula a infância. Todas as atividades que têm a literatura como objeto central serão promovidas para fazer do País uma sociedade leitora. O apoio de todos que assim compreendem a função literária, a proposição é indispensável. Se é um projeto literário é também uma ação política por sonhar um País mais digno.
La palabra amenazada, Ivonne Bordelois
Los guaraníes llaman al hombre, único animal munido de palabra: Sonido de pie.
Y este mundo no nos quiere de pie, si no que nos quiere constantemente arrodillados, sordomudos, y en posición de esclavos y mendigos.
En las escuelas se ha dejado de leer, de escribir, de atender al lenguaje en la fuente natural de sus canciones, sus escritores, sus poetas. En la mayor parte de sus programas se ha desterrado la costumbre de la composición, lo que desemboca en que los jóvenes llegan prácticamente ágrafos a las puertas de la Universidad, sin saber redactar, ni expresar pensamientos o emociones. Yo diría que con esta actitud estamos atentando frontalmente no sólo contra la tradición e identidad del español, sino contra nuestra propia constitución emocional. Hay un genocidio permanente que va cercenando las alas del futuro para toda la próxima generación.
Y este mundo no nos quiere de pie, si no que nos quiere constantemente arrodillados, sordomudos, y en posición de esclavos y mendigos.
En las escuelas se ha dejado de leer, de escribir, de atender al lenguaje en la fuente natural de sus canciones, sus escritores, sus poetas. En la mayor parte de sus programas se ha desterrado la costumbre de la composición, lo que desemboca en que los jóvenes llegan prácticamente ágrafos a las puertas de la Universidad, sin saber redactar, ni expresar pensamientos o emociones. Yo diría que con esta actitud estamos atentando frontalmente no sólo contra la tradición e identidad del español, sino contra nuestra propia constitución emocional. Hay un genocidio permanente que va cercenando las alas del futuro para toda la próxima generación.
ORAÇÃO DE MINHA INFÂNCIA
EU VI MINHA MÃE REZANDO
AOS PÉS DA VIRGEM MARIA.
ERA UMA SANTA ESCUTANDO
O QUE OUTRA SANTA DIZIA.
AOS PÉS DA VIRGEM MARIA.
ERA UMA SANTA ESCUTANDO
O QUE OUTRA SANTA DIZIA.
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